sábado, 13 de maio de 2017

‘É A VEZ E A VOZ DO POVO’ EM EXTENSÃO (II): A LINHA TÊNUE ENTRE O SENSACIONALISMO E A VERACIDADE DOS FATOS

Esse texto é um desdobramento do que foi abordado no último, a respeito da relação entre redes sociais e poder público, isso porque o termo sensacionalismo, tópico deste, é costumeiramente relativizado de acordo com a proporção que atingem as discussões acerca de determinado assunto.
A opção por abordar o sensacionalismo, decorre do que foi observado no programa Papo Reto dessa sexta, 12. O prefeito Marcelo Brandão iniciou da seguinte forma: “é obrigação nossa estar falando com você as coisas que estão acontecendo em Ipirá, as dificuldades porque passa o município, sempre olhando pra frente, querendo dias melhores”.
Em seguida, passou a discorrer sobre o pronunciamento do vereador Jaildo do Bonfim, na sessão da Câmara dessa semana, quando este foi enfático ao falar sobre a situação da casa dos estudantes em Salvador e a dos ônibus que transportam os universitários até Feira de Santana.
O prefeito afirmou ser ”hilário” o discurso, pelo fato de que em “12 anos o vereador defendeu uma bandeira que nada fez pela Casa”. Disse ainda que está tentando alugar um imóvel e que a documentação já foi providenciada para fazer o seguro que a imobiliária responsável está pedindo. Foi dito ainda que já existe uma planilha pronta dessa reforma e que “será iniciada imediatamente após a saída dos estudantes da casa”.
O ponto curioso fica por conta do momento em que diz: “Parem de fazer esse sensacionalismo com o povo de Ipirá, porque o povo não é bobo”. Dito isto, é possível inferir a diferença, a praticidade e a objetividade que se ganha quando quem pode e deve toma a frente da situação e diz algo a respeito do caso abordado, seja qual for que esteja em pauta de discussão.
Porque se esse papel de transmitir informações fica a cargo de a, b, c… w, x, y, z, ainda que de forma voluntária e espontânea, carece do teor oficial e apenas se forma uma redoma de conjecturas em torno dos assuntos palpitantes.
Em tempo, conforme foi abordado no texto anterior, as consequências de tais pronunciamentos e anúncios do que será feito, colocarão o próprio gestor sob o crivo da opinião pública, na situação de confronto entre o dito e o feito, o pronunciado e o realizado.
Essa postura infelizmente não evita de todo as suposições ventiladas, todavia controla a ‘carga sensacionalista’ que eventualmente se faz presente no noticiário, quando não há boa vontade ou a predisposição para o esclarecimento das questões espinhosas. Mas este é o ônus que a dinâmica social contemporânea impõe. Do contrário apenas se alimenta, com mais voracidade, o sensacionalismo.
Outro tema abordado no programa dessa sexta, que foi muito questionado nos últimos dias, foi o do transporte universitário, reconhecidamente em estado “depreciadíssimo”, conforme disse o prefeito, mas que, ainda de acordo com o gestor, é herança de governos anteriores. “Tenho quatro meses de governo, recebi a frota efetivamente sucateada, mas os estudantes universitários em bem pouco tempo já terão os estofamentos recondicionados. Já fizemos o orçamento e acredito que na próxima segunda-feira a gente comece a refazer tudo isso”. Pois bem, segunda-feira, depois de amanhã, é a estimativa oficial para o povo constatar a eficácia dessa medida a ser tomada.
Mídia Ipirá

‘É A VEZ E A VOZ DO POVO’ EM EXTENSÃO (I): A ERA DAS REDES SOCIAIS E AS RELAÇÕES COM O PODER PÚBLICO

O lema/slogan de campanha política referido no título, guarda uma relação estreita e muito interessante a respeito de como é a realidade nos dias de hoje, numa sociedade em que as pessoas estão em constante interação, criando formas de comunicação alternativa e muitas vezes falando o que as mídias tradicionais não falam.
Uma breve análise a respeito do que diz, em termos objetivos, o lema/slogan mencionado, mostra o que acontece em qualquer parte do mundo, com relação à política ou a qualquer outro tipo de assunto.
Hoje é inegável o poder de comunicação que a internet confere à sociedade. Isso significa dizer que não há mais leitor, ouvinte ou telespectador passivo por conta da impossibilidade de se manifestar. Pelo contrário, só não diz algo se esta for sua opção, mas não por falta de meios para tal.
Por isso vem a calhar, mesmo com as ressalvas do marketing em jogo, a sacada do ‘É a vez e a voz do povo’. De fato, hoje se vivencia uma gigantesca comunidade de informação, crítica e conhecimento.
Há de convir, entretanto, que essa ‘comunicação alternativa’ não só merece como requer, cuidado e atenção maiores, pois são responsáveis também, por afetar de variadas formas, a imagem da entidade alvo da notícia ou informação.
É certo que, num regime democrático de governo, não há ‘máquina humana’ que consiga atender às reivindicações de todas as vozes que se manifestam. Contudo, elas existem, são em grande quantidade e devem ser administradas.
Deixar correr esse rio, sem redobrar o zelo pelo conteúdo publicado e um devido monitoramento das ações em curso, é um grande risco, simplesmente porque serão checados, questionados e colocados à prova a todo instante.
Os manuais de comunicação rezam que as ferramentas das redes sociais utilizadas, de forma eficiente, para apresentar à população obras e projetos em andamento, são as mesmas ferramentas que não podem descuidar da mobilização permanente, isso porque as informações e opiniões viralizam de forma instantânea.
Essa atenção não pode se furtar a esclarecer assuntos que estejam em discussão no momento, demonstrando a posição das autoridades responsáveis (prefeito, vereadores e secretários). Quando isso ocorre, evita-se a especulação desenfreada, pois a informação parte de fonte oficial. E esse fluxo de informações fidedignas, sustenta a credibilidade do governo junto à comunidade de forma geral.
Atentar para essas novas necessidades que a realidade impõe, sobretudo por meio da comunicação, não é partilhar da máxima do ‘deixa falar à vontade’, mas sim saber criar o diálogo, referente ao aspecto positivo e negativo. Assumir o erro, corrigi-lo, e informar isso à sociedade também faz parte do processo que ajuda a construir a relação de confiança com os meios de comunicação e a opinião pública.
Mídia Ipirá

domingo, 23 de abril de 2017

ENTÃO DIGA QUE VALEU!

Micareta de Ipirá 2017 chega ao fim e gera comentários positivos por parte do folião




Encerrada na madrugada desse domingo, com um verdadeiro arrastão que faz jus às características do Psirico, a micareta de Ipirá ”Tô de volta”, agradou o povão, durante os três dias de festa.
Na quinta-feira, data de seus 162 anos de emancipação política, a cidade contou com o show marcante de Bell Marques. “Que 162 anos bem comemorados esse de Ipirá! Que festa inesquecível, uma lembrança que vou guardar por muito tempo, porque é muito bom ver uma cidade como está nesse momento, Ipirá. Uma cidade festiva, alegre, comemoração classe A, em paz, todo mundo sorrindo. O artista só quer uma coisa parecida com essa”, declarou Bell durante o show.
Na sexta teve o resgate do bloco “Como vai?”, durante a tarde, que ao som de marchinha puxou um público mesclado em idades e muito unido em irreverência. Ainda na sexta, à noite, a grande atração da vez foi a banda Jammil, que continuou a celebrar a folia ipiraense.
Já no sábado, último dia, a festa também começou cedo com o desfile de mais blocos pelo circuito Henrique Teles Maciel, a exemplo do ”Pancadão”, animado pelo artista da terra, J Leno. À noite, um público impressionante acompanhou a passagem dos Filhos de Jorge e o swing inconfundível de Psirico. Mas a festa terminaria mesmo ao som da prata da casa, Bahia Show.
Ocorrências
Ainda não foi divulgado um balanço geral, com apresentação de números mais detalhados sobre a festa.
Entretanto, ocorrências já conhecidas em eventos dessa natureza, foram muito comentadas, a exemplo de furto de celulares, que foram registradas em grande número, principalmente no primeiro dia. Por outro lado, com o aparato satisfatório de segurança presente, foi possível controlar os índices de violência.
O incidente envolvendo o camarote da Prefeitura foi outro senão da festa, no segundo dia. Duas placas do camarote se desprenderam e acabou deixando feridos, mas sem maiores gravidades, segundo nota divulgada pela Prefeitura.
Nova tendência?
A julgar pelas boas impressões deixadas, em linhas gerais, inclusive pela ocupação e aproveitamento dos espaços no novo circuito, e pelo desejo declarado da gestão em revigorar o calendário de festas ipiraenses, talvez essa tenha sido apenas o grande ponto de partida.
Mídia Ipirá

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Micareta 2017 "Tô de volta" é lançada oficialmente

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O prefeito Marcelo Brandão esteve reunido na tarde desta segunda, 11, com secretários municipais, representantes da segurança pública e imprensa, dentre outros, para apresentar as diretrizes envolvendo a festa que ocorre entre os dias 20 e 22 de abril. 

A festa também comemora o aniversário de Ipirá, que completa 162 anos de emancipação política, na quinta, 20. Bell Marques, Jammil e Psirico estão na grade de atrações. Brandão voltou a reforçar o incremento que será para a economia local, esses dias de festa, e mais uma vez destacou que só será permitida a comercialização, no circuito, pelos ambulantes daqui da cidade, devidamente cadastrados.

A diretora de Cultura, Marina Sodré, que também integra a comissão organizadora do evento, falou do concurso que elegerá o Rei Momo e a Rainha da micareta, que será realizado na véspera da festa, dia 19, às 20h, no Centro Cultural Elofilo Marques.

O secretário de infraestrutura Frank Jewell falou dos preparativos de momento no circuito Henrique Teles Maciel, e o Major Anselmo Bispo explanou a estrutura reservada para a segurança dos foliões no circuito da festa.


Mídia Ipirá

Micareta de Ipirá agita região e deve atrair emprego e renda

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Geração de emprego e renda. Esse é o principal objetivo do prefeito de Ipirá, Marcelo Brandão, ao anunciar a micareta que vai agitar a região e atrair turistas de todo o estado entre os dias 20 e 22 de abril. Bell Marques, Psirico e Jammil são as atrações mais do que confirmadas nos três dias da festa que terá em destaque as manifestações culturais.
Em entrevista na manhã desta terça-feira (11), para a Rádio Sociedade da Bahia, o prefeito falou sobre a Micareta “Tô de Volta”, que tem início na data que marca os 162 anos de emancipação política da cidade – 20 de abril. “O objetivo nosso é fortalecer o comércio, o turismo e a economia de Ipirá. Com o festejo iremos gerar emprego e renda para o nosso povo e atrair os olhos para o nosso município que está crescendo”, comemora Brandão.
O prefeito também comemorou a chuva que caiu na zona rural do município em 2017, o que garantiu uma melhora significativa para os agricultores. “Tivemos lugares que choveu 120 milímetros. Isso foi muito bom para a agricultura. A chuva, graças a Deus, espantou um pouco a seca e temos que agradecer muito pela água que caiu em nossa região”, comentou.
Brandão aproveitou a oportunidade para convidar o ouvinte da Rádio Sociedade para visitar Ipirá, principalmente para curtir os três dias de micareta, além de comemorar a festa da cidade. “Além de Bell Marques, Jammil e Psirico, teremos muitas outras atrações que valorizam o nosso povo. Atrações locais que irão fazer a festa e todos estão convidados para conhecer a nossa cidade”, concluiu.
Fonte: Sociedade Online
Foto: Rádio Sociedade da Bahia |Élvis Cássio

segunda-feira, 10 de abril de 2017

AGORA É À VERA!?

Nesta segunda, 10, prefeitos dos quatro cantos do país estão completando 100 dias de governo. É uma marca que notabilizou-se, tanto pela simbologia, como pelo tempo considerado por muitos como “ideal” para se ter um panorama razoável da situação que está sob domínio do chefe do Executivo. A relevância acerca desse tempo de trabalho transforma-se em matéria do noticiário, em algumas localidades, e leva alguns prefeitos a apresentarem um balanço do que tem sido feito até então.
O prefeito de Ipirá, Marcelo Brandão (DEM), ao longo de onze programas Papo Reto, e também pelas redes sociais, vem tratando de assuntos envolvendo o município. Em resumo, de acordo com seus pronunciamentos, o município foi encontrado destroçado, mas com muita fé e trabalho atingirá um patamar melhor.
Chegando, portanto, a esta marca de tempo, talvez o discurso, o foco e as ações sofram alguma mudança. Ou não. No entanto, é preferível que haja. Talvez enseje motivo para se fazer um especial, um portfólio mais depurado sobre o quadro atual, e os desafios que se avizinham.
Notícia e anúncio são mercadorias muito fugazes, certamente algo que foi dito lá atrás, hoje já não tem mais serventia ou até mesmo nem se consubstanciou como realidade, como se pretendia. É válido e coerente tá fazendo essa checagem das possíveis lacunas e do que de fato atingiu êxito pelas ações implementadas.
Essa breve análise aponta que cada vez mais o governo se aproxima de sua formatação própria, sem os grilhões ou empecilhos do que quer que seja (pelo menos imagina-se que vão diminuindo). Para muitos, e em muitos aspectos, isso já se fez notar das formas mais diversas também. Enfim, as coisas caminham para uma nova configuração, o tempo está passando e isso é esperado. As cartas estão sendo postas na mesa!
Por Diogo Souza

segunda-feira, 3 de abril de 2017

DEMOLIÇÃO, DESCONFIGURAÇÃO ou REQUALIFICAÇÃO da praça São José???

                                       A imagem pode conter: árvore, planta, céu, ponte, atividades ao ar livre e natureza




Em meio aos primeiros movimentos da obra envolvendo a praça São José (“O Puxa”), neste sábado, 1º de abril, uma onda de manifestações, pró e contra a iniciativa, pôde ser notada nas redes sociais.

A respeito dos clamores, algo inusitado sobressalta para reflexão: alguns utilizam o termo requalificação, outros demolição, desconfiguração, e outros afins.

Numa observação atenta, faz imensa diferença quanto ao viés a ser tratado, a utilização desses diferentes termos.

Qualquer comentário a respeito da história daquele espaço e das pessoas que ali viveram e participaram da criação da história daquela praça, seria insuficiente para contemplar sua riqueza simbólica para a cidade.

Mas isso não é razão bastante para se criar prognósticos tão pessimistas. Aliás, negativos têm sido alguns reclames de moradores da praça a respeito das práticas ocorridas na localidade nos últimos tempos.

Vejam só: poderia ser noutro momento? Sim, pois outras tantas são as prioridades. Isso é voz corrente. Talvez careça de uma série de outras coisas, outros detalhes, como recursos envolvidos, ainda não divulgados, enfim. São pontos a se esclarecer.

Mas quanto à mudança em si, sobre a qual se abate uma torrente de emoções, será mesmo que a sua desconfiguração já está decretada, ainda que tenha sido anunciado que as árvores (certamente a maior riqueza do espaço) serão mantidas? A história do ‘Puxa’ será apagada sumariamente com essa reforma? O modelo que ali está, tem que se perpetuar?

As respostas não serão encontradas aqui nesse texto, pois envolvem uma discussão mais ampla. Por ora fica a reflexão. Quiçá todos tenham motivos em breve, para festejar o novo espaço.


Mídia Ipirá