sexta-feira, 4 de maio de 2018

Voto impresso estará disponível em 23 mil urnas na eleição de outubro

Conforme definido pela Lei nº 13.165/2015, que determinou a obrigatoriedade da impressão do voto, o eleitor não terá contato direto com o comprovante de votação, podendo apenas verificar visualmente se o que está impresso no papel condiz com o que aparece na tela da urna eletrônica.


Agência Brasil - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em sessão administrativa nesta quinta-feira (3), a resolução que define as regras para implantação gradual do voto impresso, que começará nas eleições gerais de outubro deste ano. Ao todo, 23 mil urnas eletrônicas, todas equipadas com um módulo de impressão, serão distribuídas de forma proporcional ao eleitorado de cada unidade da federação. Conforme definido pela Lei nº 13.165/2015, que determinou a obrigatoriedade da impressão do voto, o eleitor não terá contato direto com o comprovante de votação, podendo apenas verificar visualmente se o que está impresso no papel condiz com o que aparece na tela da urna eletrônica.

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) deverão definir, entre 23 de julho e 31 de agosto, quais seções eleitorais receberão os equipamentos. Segundo a resolução, devem ter preferência locais que disponham de infraestrutura adequada e facilidade de acesso para eventual suporte técnico. Além das 23 mil urnas equipadas com módulo de impressão, uma reserva técnica de 7 mil urnas adaptadas estará disponível para substituição dos equipamentos, em caso de necessidade. O número de urnas com impressoras representa pouco mais de 5% do total de 550 mil terminais eletrônicos de votação que serão distribuídos em todo o país. De acordo com o TSE, a empresa contratada deverá entregar os equipamentos até 10 de setembro.

São Paulo, que reúne o maior eleitorado do país, com mais de 33,2 milhões de pessoas aptas a votar, é também o estado com o maior número de urnas eletrônicas equipadas com módulo de impressão: 5.208. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com 2.482, e Rio de Janeiro, com 1.951. Roraima, que tem o menor número de eleitores no país, pouco mais de 328 mil pessoas, contará com urnas adaptadas em 52 seções eleitorais.

O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, disse que a implantação do voto impresso em todas as urnas eletrônicas seria impossível já neste ano, tanto por questões financeiras quanto por dificuldades técnicas. Os módulos de impressão, se fossem instalados em todas as urnas, custariam cerca de R$ 2 bilhões, informa o tribunal. Uma ação direta de nconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR) tenta impedir a reintrodução do voto impresso no país. A alegação é de que a impressão poderia comprometer o sigilo do voto, que é uma cláusula pétrea da Constituição Federal. A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes.

Para Fux, a segurança da urna eletrônica “tem sido demonstrada pela votação paralela e pelo Teste Público de Segurança (TPS), quando hackers testam os sistemas da urna eletrônica”. Ele lembrou ainda que,neste ano, foi instituída a realização de uma auditoria da urna uma hora antes da votação.

Ipirá tem madrugada de terror com explosões a banco e reféns

Agências ficaram destruídas após explosões

O município de Ipirá, no centro-norte da Bahia, foi alvo de criminosos na madrugada desta sexta-feira, 4. Cerca de 30 homens fortemente armados chegaram na cidade atirando e causando terror entre os moradores.
Eles se dividiram em quatro grupos e cada um atuou com um foco. Um bando, por exemplo, atacou as agências do Banco do Brasil e do Bradesco, explodindo as unidades bancárias. Elas ficaram totalmente destruídas. A cidade tem outras três agências da Caixa, Banco do Nordeste e Sicoob, que não foram alvos dos criminosos.
Durante o ataque, outros dois grupos de assaltantes seguiram para a frente da companhia da Polícia Militar e da delegacia territorial (DT) para impedir a saída dos policiais. De acordo com a polícia, eles não chegaram a atirar em direção à DT, mas colocaram veículos bloqueando a passagem das viaturas.
Os criminosos ainda foram até uma casa de passagem, espécie de hospedagem onde pessoas aguardavam amanhecer para viajar para Salvador para fazer tratamento de saúde, e fizeram os pacientes de refém. Eles foram liberados logo em seguida, na saída do município. Ninguém ficou ferido. Policiais fazem buscas para tentar localizar os suspeitos.

Fonte: A TARDE / Paula Pitta

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ponto na Cavalgada: pré-candidato ao governo da Bahia pelo DEM, José Ronaldo aparece na festa de Coração de Maria, que aconteceu nesse feriado, dia 1º


O pré-candidato ao governo do estado, José Ronaldo, esteve com o prefeito Marcelo Brandão na Cavalgada de Coração de Maria, nessa terça, 1º de maio.

A visita, obviamente, está associada à necessidade de se fazer presente, onde for possível, para ganhar fôlego e visibilidade numa disputa eleitoral que vai exigir uma marcha longa e bem exaustiva, pelo território baiano, nos próximos meses.

O próprio José Ronaldo já havia dito, na ocasião de seu anúncio para concorrer ao governo, que o maior desafio seria visitar os 417 municípios da Bahia.





Por Diogo Souza

terça-feira, 1 de maio de 2018

População reclama, nas redes sociais, sobre falta de pagamento municipal, nesse 1º de maio

Prefeito MB comparece com mensagem, apenas parabenizando pelo dia do trabalhador.


O feriado de 1º de maio, dia do trabalhador, para alguns servidores do município de Ipirá, será com o dissabor pela falta de pagamento do salário de abril. Algumas pessoas foram às redes sociais e protestaram contra a falta do dinheiro pelo seu trabalho, justamente no feriado que lhe rende homenagem.



Nas redes sociais, até o fechamento desse texto, não havia nenhuma satisfação sobre o ocorrido, apenas a mensagem do prefeito, conforme imagem acima.




Por Diogo Souza

‘É a vez e a voz do povo’ em extensão (V): ideias que não correspondem aos fatos

Com mais de 1/4 de governo concluído, prefeito Marcelo Brandão não sinaliza com mudanças significativas e próximas daquelas que defendeu, durante anos, no rádio.



Promessa de político cumprida não é algo fácil de identificar. Propostas e expectativas em torno do governo de Marcelo Brandão, é algo quase impossível de dimensionar. É nesse sentido que a população de Ipirá acompanha a gestão municipal, em meio à desconfiança e perplexidade, após crédito dado a quem falou muito em rádio, com boa desenvoltura, durante anos. Hoje os cidadãos ipiraenses enxergam, a olho nu, a incoerência entre discurso e prática.

O atual prefeito, na época de rádio, sempre defendeu boas ideias para a cidade. Na sua visão, para Ipirá se estabelecer como município pujante, faltava era planejamento e vontade de quem governava. Os famosos R$ 10 milhões de arrecadação mensal, que ele fazia questão de enfatizar no rádio, eram suficientes para dar uma cara nova ao município.

O próprio prefeito, em setembro de 2017, ainda com poucos meses à frente do governo, animou-se ao extremo e disse que Ipirá não teria mais “paralisia em realizações”. O tempo está lhe pregando peças, pois o que mais se observa hoje, é exatamente isso.

Em fevereiro desse ano, a equipe de governo se reuniu para tratar do que chamaram de ‘planejamento para 2018’. O prefeito se ateve aos agradecimentos à sua equipe, mas não tratou, de fato, do que havia sido planejado nessa reunião, para o ano em curso. Se conseguiram projetar algo, não foi publicado.

Projetos importantes, que contaram com grande entusiasmo do prefeito, em seu primeiro ano de governo, como os projetos ‘Estradas’ e ‘Maria’, desapareceram no Papo Reto. Sobre o primeiro, o prefeito chegou a afirmar que teria o maior prazer em deflagrar até o final de março de 2017, esse projeto que visa a completa recuperação das estradas do interior do município. Mas não deflagrou. Chegou a dizer, em seu programa semanal, que antes do início desse projeto, apenas daria uma ‘meia-sola’ nas estradas.

Já o ‘Maria’, também ventilado para ter início em meados do ano passado, já não é mais falado no Papo Reto. O nome desse projeto é inspirado na jogadora de futebol profissional, natural do Ipirazinho, que já conquistou, inclusive, título no estado de São Paulo. O projeto ‘Maria’ tem, ou teria, a pretensão de revigorar o esporte na cidade, sobretudo no espaço escolar. No momento, esse projeto foi jogado para a linha de fundo.

Para o final de março do ano passado, o prefeito também pensou em lançar projeto, com recursos próprios, pra 100 aguadas de 200 horas. De acordo com o gestor, o planejamento já havia sido feito. “Estamos orçando, pra ver se com responsabilidade a gente faz uma, duas, três, quatro por mês, até atingir o número de 100 aguadas, no final do governo”, disse à época.

Sobre o Mercado de Artes, que o prefeito diz querer tornar a ‘melhor praça de eventos da região’, já foi dito por vereador de situação, que há 90% de recursos previstos para as obras, mas ainda assim, não foi dado início à sua recuperação, após incêndio ocorrido em 22 de novembro de 2016, que destruiu parcialmente o local. Há mais de 17 meses, portanto.

As ideias proferidas, e desconexas da realidade hoje, são várias, não se limitam às que foram apresentadas acima. Não há economia para falar bonito, mesmo que com dificuldade para fazer acontecer.


Eleições 2018

O cenário político das eleições 2018 não é muito favorável ao município, o que é mais um motivo para deixar Ipirá à margem de investimentos da parte do estado. O que é mais uma razão para deixar apreensivo o governo local no que diz respeito a realização de obras que possam impactar seu eleitorado, numa busca por pontos pela concretização de planos de campanha.

O atual governador Rui Costa (PT), disputa sua reeleição com o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), numa disputa que desde já é apontada sem grandes resistências. Só uma improvável reviravolta, poderia dar a vitória ao candidato que MB deve apoiar: José Ronaldo. A situação fica ainda mais delicada com a migração crescente de políticos, que Rui Costa está abarcando.


Por Diogo Souza

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Quem canta, seus males espanta! MB é flagrado em momento de descontração, cantando Gilberto Gil: “E a novidade que seria um sonho...”


De bom gosto musical e timbre razoável para o canto, o prefeito de Ipirá, Marcelo Brandão, apareceu nas redes sociais, na noite desse domingo, 29, cantando a música ‘A Novidade’, de Gilberto Gil.

Se é que a máxima do título dessa matéria é verdadeira, o prefeito de Ipirá volta e meia recorre a esse artifício para aliviar a tensão da cobrança pela função que exerce. Ou talvez cante por achar bonito mesmo, e não deixar se abater com os problemas pelos quais passa o município.

Tão logo publicado o vídeo nas redes sociais, os comentários não pouparam. Os internautas começaram a fazer comparações irônicas entre as habilidades de MB como cantor, radialista e prefeito. Houve até pedido para que o prefeito não contratasse banda para o São João, pois o mesmo poderia fazer o show.

Uma composição feita pelo gestor municipal é aguardada com ansiedade pela população. Já que cantou ‘A novidade’ de Gilberto Gil, os ipiraenses agora esperam que ele elabore e cante ‘Novidades para Ipirá’.


Por Diogo Souza

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Você, com quem sempre dialoguei no rádio e ajudou em minha projeção política, gostaria de ter, agora, um governo participativo?


A prefeitura de Ipirá parece disposta a tomar uma decisão com auxílio da população. Algo raro. Foi lançada enquete em rede social, nessa quarta, 25, perguntando sobre a preferência de local para realização do São João 2018: praça Roberto Cintra ou José Leão dos Santos (em frente à Casa São Francisco).

Perguntar sobre local de festa é fácil. Difícil seria perguntar sobre a escolha da população, se pela restauração do Mercado de Artes (após incêndio, em novembro de 2016), ou se pela requalificação, agora emperrada, da praça São José (‘Puxa’).

Difícil seria uma abertura com a população, a exemplo dos tempos de âncora em programa jornalístico. Perguntar sobre local de festa apenas ‘assanha’ o público, porque o povo fica envolvido mesmo com isso, e desvia o foco sobre algum outro assunto mais importante, que poderia ter a consulta popular.

Complicado mesmo é perceber quando e onde alguma medida foi tomada pelo governo, após levar em consideração a opinião do povo, como foi dito num programa Papo Reto desses, ao longo de 2017, para tratar da escolha do nome da avenida Rio Grande do Sul, por exemplo.

Uma das maiores dificuldades hoje, portanto, é fazer valer o lema de governo ‘É a vez e a voz do povo’, tão alimentado em campanha. Dar voz ao povo, hoje, parece muito mais um estorvo do que qualquer outra coisa que possa lembrar uma gestão participativa, que possa parecer com aqueles momentos de escuta atenta e predisposta à solução dos problemas da cidade, no tempo de rádio.


Por Diogo Souza