quarta-feira, 29 de março de 2017

21ª CIRETRAN/Ipirá realiza operação “Detran vai à feira”

A 21ª CIRETRAN/Ipirá dá início nessa quarta, 29, à primeira fase da operação “Detran vai à feira”. Nesse primeiro momento, a operação que conta com o apoio da Prefeitura Municipal e da 98ª Companhia Independente da Polícia Militar, visa identificar os condutores que estão cometendo atos de infração ou obstruindo o trânsito da cidade.

Na abordagem, os condutores pegos em infrações são orientados para que não cometam o erro novamente. O coordenador-chefe da 21ª Ciretran/Ipirá, Rafael Teixeira, afirma que já desenvolvia ação de ordenamento do trânsito no centro de abastecimento, todas as quartas-feiras, mas concluiu que o problema é grande para apenas a Ciretran resolver. Buscou-se, então, apoio tanto da prefeitura, quanto da polícia.

Nessa primeira fase, o trabalho é tão somente de educação. “Não se pretende multar os infratores sem que seja feito o trabalho educativo, que é a primeira fase. Vamos expandir essas ações, mas inicialmente queremos perceber como será esse trabalho no centro de abastecimento e região circunvizinha. Nosso objetivo é organizar o trânsito do município”, afirmou o coordenador.

A partir do momento que se perceber que o trabalho educativo conseguiu atingir seu objetivo, aí sim haverá o trabalho de caráter punitivo. A proposta inicial também inclui sensibilizar os pedestres para que eles utilizem as calçadas, que não transitem na via por onde passam os veículos.

Estacionamento em local proibido é o que mais atrapalha o fluxo no centro de abastecimento. Veículos com itens de segurança que não estão funcionando, cinto de segurança, condutores que não são habilitados, veículos com documentação atrasada, são outros fatores negativos, que também serão checados. Além dos veículos ciclomotores, que também serão abordados, para verificar emplacamento e habilitação do condutor.


Por Diogo Souza

sábado, 25 de março de 2017

Sobre jornalismo, marketing e outras variáveis da comunicação moderna

“As mídias não são a própria democracia, mas são o espetáculo da democracia”
Patrick Charaudeau




A Comunicação Social, enquanto campo do saber ensinado nas escolas acadêmicas, subdivide-se em áreas como: Jornalismo, Marketing, Relações Públicas e Publicidade/Propaganda. Estas são as principais. É inegável o poder e a influência que todas elas exercem hoje sobre a sociedade, pois são atividades que movem as mentes e perpassam, talvez mais que outras áreas, o que se denomina como ‘era da informação’. A que vivemos hoje.

Cada uma no seu cada qual, com formações específicas e finalidades pontuais, volta e meia misturam-se. Confundem-se. Toma uma o lugar da outra. Desvirtuam os sentidos das coisas. Deixam de colaborar reciprocamente, quando assim é necessário que o faça. Mas nunca é demais ressaltar: elas possuem, cada uma, suas especificidades, seu objetivo de trabalho e enfoques necessários que atendem a esse vasto campo da arte de se comunicar.

Falar de forma detalhada sobre cada vertente dessas citadas acima, seria enfadonho. Vamos atentar então para o Jornalismo, objeto de interesse maior aqui. Também se fosse elencado suas definições conceituais, o texto não se desdobraria nas reflexões que mais importam agora.

De uma forma muito sintética e simplória, pode-se dizer que o jornalismo trata da circulação e publicização das informações, dos acontecimentos, dos feitos e defeitos existentes no mundo, em um país, região, estado, cidade ou localidade quaisquer. Há essa pretensão de universalidade nas diretrizes jornalísticas, muito embora seja constantemente rotulado por não cumprir com tamanha obrigação.

De fato, essa é uma situação que a todo instante cobra a responsabilidade do profissional, diante dos fatos, para a produção do conteúdo noticioso. Aliás, existe um bordão que explica muito bem essa situação: “toda escolha implica uma renúncia”. Ou melhor (e mais erudito), como diria o grande filósofo Friedrich Nietzsche: “Contra o positivismo, que para perante os fenômenos e diz: ‘há apenas fatos’, eu digo: ‘Ao contrário, fatos é o que não há; há apenas interpretações’”.

Enfim, saindo um pouco da esfera da Comunicação e visitando o Direito, outro dia escutei de um professor algo que foi simplesmente brilhante: “Ao juiz cabe ser imparcial, porque neutro, nem mesmo o sabão é!” Hilário, cômico, incrível, entenda como quiser. Mas fato é que essa assertiva é impressionante pela sua contundência. Uma das grandes “dificuldades” nessas áreas do conhecimento é justamente colocar a objetividade e a imparcialidade numa balança de equilíbrio onde se tenha o justo e o proporcional como contrapeso.

Na realidade em que vivemos, onde quer que haja mídia social, esse dilema sempre existirá. “No discurso noticioso, os elementos de subjetividade não desaparecem, nem poderiam, mas são reduzidos ao mínimo: para isso, combina-se método de apuração e técnica de redação e concentra-se o foco do discurso no referente factual. Resta à crítica ponderar que toda fala humana, destinando-se a uma comunidade e em um tempo, deve conformar-se a valores dessa comunidade e desse tempo”, assim considera o renomado jornalista e professor Nilson Lage.

Dessa forma, transitar nesse mundo, em que tudo o que se produz deve apresentar um conteúdo de interesse público compreensível, em que se exerce o papel de tradutor e intermediário de mensagens destinadas à sociedade como um todo, razão, discernimento e equilíbrio são atributos importantíssimos que ajudam na construção do sentido mais caro da cidadania.


Por Diogo Souza

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vereadores de Ipirá realizam sessão especial para discutir a PEC 287

A sessão da Câmara Municipal de Ipirá dessa terça, 21, foi marcada por esclarecimentos e indicações contrárias à proposta da PEC 287, que trata da reforma da previdência. Participaram, além dos vereadores, algumas entidades de classe, a exemplo da APLB e Sindicato dos Servidores Públicos de Ipirá; o sociólogo Genelício Santiago e o assessor jurídico da Câmara, Roberto Carigé. A onda nacional contrária à reforma, nos moldes em que ela está sendo apresentada, tem gerado inúmeras críticas e resistências por parcela significativa da população brasileira.

“Apesar de entender que é preciso se fazer a reforma, essa que foi apresentada pelo governo foge muito do que o povo brasileiro espera. Trata-se de uma reforma perversa, pois elimina direitos sociais conquistados pelo povo brasileiro durante muitos anos”, afirmou Carigé.

O sociólogo Genelício Santiago falou que “essa reforma precisa se desenvolver no campo da sensibilidade, afirmação e promoção dos direitos”. Santiago entende que nesse mar de especulações em torno da real situação de vulnerabilidade da previdência, o caminho concreto a seguir é por meio de uma auditoria, envolvendo Ministério público e Ministério do Trabalho para aprofundar a busca por dados mais precisos acerca da real situação previdenciária.

A representante da APLB, Loiane Fernandes, também reconhece que uma reforma é necessária, mas não da maneira como está sendo apresentada. “O primeiro ponto que deveríamos tratar é a taxação das grandes empresas que devem muito aos cofres públicos, reduzir as regalias dos políticos, representantes do povo que, literalmente, recebem fortunas, e que depois votam contra o povo que lhe conferiu o cargo”, advertiu. A representante da APLB entende que a PEC 287 desrespeita o trabalhador de modo geral, principalmente aqueles que possuem aposentadoria especial, e cita os professores, trabalhadores rurais, trabalhadores que exercem atividade de risco e alta periculosidade, e também as mulheres, pela jornada desgastante de trabalho e família.

O representante do Sindicato dos Servidores Públicos de Ipirá, Valtiney Sampaio, mais conhecido como Iáia, também fez suas considerações num discurso acalorado, repudiando a “PEC da morte”, e ainda conclamou a participação de todos nos espaços representativos Brasil afora, por maiores esclarecimentos dos direitos que cada cidadão possui.

Os vereadores Deteval Brandão, André Oliveira, Laelson Neves, Suíta, Carlinhos Simas e Weima Fraga fizeram seus pronunciamentos em tom semelhante, contrário ao modelo de reforma apresentado pelo Governo Federal.


Por Diogo Souza

segunda-feira, 20 de março de 2017

INCÓGNITA ARTÍSTICA

Situação do Mercado de Artes de Ipirá segue indefinida, depois do incêndio do dia 22 de novembro passado





Incertezas pairam sobre o que será feito com o Mercado de Artes. Talvez haja um plano definido para ele, mas as evidências não dão brecha para descobrí-lo. É sabido, no entanto, que a praça José Leão dos Santos, onde fica o Mercado, também passará por reformas. De acordo com o prefeito Marcelo Brandão, ela se tornará uma das “maiores praças de eventos da região”. Dentro desses planos, porém, ainda não se sabe ao certo quais as benfeitorias previstas para atender à “repaginação” do local.

Na sessão da Câmara da semana passada, 14, esse foi um dos temas tratados. Vereadores da base e oposição se mostraram solidários com a situação dos comerciantes que aguardam o desfecho para o caso.

O vereador Carlinhos Simas lembrou que na reforma realizada no Mercado de Artes de Feira de Santana, a prefeitura alojou os comerciantes num outro local, durante a reforma do espaço principal. Laelson Neves esclareceu que foi feita uma visita ao clube Caboronga pra alugar aquele espaço, mas houve contratempos. Deteval Brandão alertou que esse assunto já está gerando preocupação. “Aquela estrutura é a identidade de nossa cidade, tem que se olhar com mais carinho”, disse o vereador. De acordo com Deteval, a polícia técnica já fez seu trabalho, e agora cabe ao município acionar engenheiros e técnicos da área pra ver o que é possível fazer ali. Ainda de acordo com o vereador, por ter sido acidental, o prefeito pode fazer um contrato de emergência para a recuperação do local, para que as pessoas voltem a comercializar.

O vereador Suíta falou em “providência urgente” para o Mercado. “Famílias que estavam sem emprego, estavam sobrevivendo do que vendiam no Mercado de Artes. De qualquer maneira, tem sua serventia. Pessoas viajavam para outras cidades para trazer os produtos que eram comercializados aqui. É um meio de emprego indireto. Deve-se buscar uma solução”, assim considerou o vereador Suíta.


Divanilson Mascarenhas, presidente da Câmara, também abordou o caso. “Aquilo ali é uma imagem ipiraense, coisa histórica em nosso município. Em meu ponto de vista, tem que ser recuperado, pra manter todos funcionando naquele espaço. É preciso relevar um pouco, porque foi uma coisa acidental, com o município meio desarrumado, mas tem que buscar recursos, próprios ou junto à secretaria de Cultura do Estado, e recuperar o Mercado de Artes para abrigar os comerciantes novamente, para tirar o sustento e a renda familiar”. O vereador retomou o ponto sobre o clube Caboronga, ventilado pelo vereador Laelson. Essa possibilidade, contudo, esbarra em questões de associação do clube.


Por Diogo Souza

terça-feira, 14 de março de 2017

Embasa abre concurso com 600 vagas e salário de até R$ 6 mil

A TARDE


A prova deve ser aplicada no dia 7 de maio - Foto: Rreprodução l Portal do Servidor
A prova deve ser aplicada no dia 7 de maio


A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) publicou nesta terça-feira, 14, edital para concurso com 600 vagas. As oportunidades são para os níveis médio, técnico e superior. Os salários variam de 1.122,84 a R$ 6.793,31.
As vagas de nível superior são para profissionais formados em ciências contábeis; análise de sistemas, processamento de dados, ciência da computação, engenharia de computação ou sistemas de informação; engenharia civil ou engenharia de produção civil; engenharia sanitária ou engenharia sanitária e ambiental; e engenharia elétrica.
Já as oportunidades para nível técnico é para as áreas de edificações e eletromecânica. Já quem tem ensino médio pode concorrer as vagas de agente administrativo, agente operacional, assistente de laboratório e operador de processos de água e de esgoto.
Interessados devem se inscrever a partir desta quarta, 15, até o dia 5 de abril por meio do site da organizadora do certame. A taxa varia entre R$ 60 e R$ 120. A prova deve ser aplicada no dia 7 de maio.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Após cerca de 7h, rebelião é contida em delegacia de Ipirá, diz polícia

Detentos reivindicaram transferências para outras delegacias, disse SSP.
Polícia Civil da Bahia informou que já pediu transferências à Justiça.



Do G1 BA


Após cerca de 7h, a rebelião de presos da delegacia de Ipirá, a cerca de 200 km de Salvador, foi encerrada nesta segunda-feira (13), segundo informações da Polícia Civil. O motim teve início por volta das 8h e só foi encerrado pouco depois das 15h, conforme o órgão. Não houve feridos.


De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os detentos  fizeram a manifestação para reivindicar transferências para outras delegacias da região, além de visita íntima nas celas.
Presos se rebelaram em delegacia de Ipirá, na Bahia (Foto: Renata Maia/TV Subaé)
Presos se rebelaram em delegacia de Ipirá, na Bahia.
(Foto: Renata Maia/TV Subaé)
A Polícia Civil informou que, após a confusão, pediu à Justiça a transferência dos presos que teriam liderado a rebelião para outras unidades de cidades vizinhas e que aguarda uma decisão. Conforme a polícia, 32 detentos estavam na delegacia no momento do motim, mas não há informações sobre quantos participaram da rebelião. Como algumas celas ficaram quebradas, a polícia informou que analisa a possibilidade de transferência de outros detentos.

"Alguns presos queriam a liberdade, outros queriam transferência para presídio e nós fizemos a contenção. Cercamos a área do complexo policial e conseguimos libertar o refém e ninguém ficou ferido", afirmou o delegado Geraldo Adolfo Barreto, titular da 12ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Itaberaba).

Agentes da Coordenação de Operações Especiais (COE), que saíram de Salvador, negociaram com os presos a liberação dos presos e o fim do motim. Ao todo, 50 policiais militares e civis participaram da ação.

Caso

A rebelião teve início por volta das 8h30. Segundo a Polícia Civil, um carcereiro foi servir o café e acabou sendo rendido pelos presos e feito como refém. Os detentos, segundo a polícia, passaram a gritar e quebrar objetos que estavam no pátio da carceragem.

Eles também queimaram colchões e roupas e pediam a presença de um representante da Justiça para negociar. Um preso passou mal por causa da fumaça durante o motim e foi socorrido por uma ambulância. Ele foi levado à unidade de saúde da cidade e, após passar por uma avaliação, retornou para a delegacia.

Segundo a Polícia Civil, essa foi a terceira rebelião desse ano na delegacia de Ipirá. As outras duas ocorreram nos dias 20 de janeiro e 16 de fevereiro. A carceragem tem nove celas e cada uma tem capacidade para comportar quatro presos.

Funcionário de delegacia é feito refém por presos na Bahia

Caso ocorre na cidade de Ipirá, a cerca de 200 km de Salvador.Homens pedem visita íntima e transferências para outras delegacias.



Do G1 BA


Presos da Delegacia de Ipirá, a cerca de 200 km de Salvador, fazem um funcionário da unidade refém na tarde desta segunda-feira (13). De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os homens iniciaram uma manifestação na unidade policial para reivindicar transferências para outras delegacias da região, além de visita íntima nas celas.
Não há informações sobre quantos presos participam da situação. Segundo a SSP, o ato começou durante a manhã. Agentes da Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil foram acionados e negociam com os presos. Até a publicação desta reportagem, nenhum acordo havia sido fechado.